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Espaço de reflexão (continente temático) de indiscutível interesse, que o grupo institucional investiga multi e interdisciplinarmente e em perspectiva de integração de conteúdos, a área de concentração proposta não evoca, apenas, um estudo do Direito Empresarial em paralelo com a Cidadania.

Muito mais que isso, reconhece a amplitude semântica do signo "Cidadania" como compreensiva das categorias, de fonte constitucional, atinentes à tutela dos Direitos e Garantias Fundamentais, da Ética, da Responsabilidade Social, da Inclusão e da Sustentabilidade para, em contexto de incorporação, recepcioná-la - pela pesquisa cientificamente ordenada – no âmbito do Direito Empresarial, tradicionalmente tratado sem este fundamental viés de integração. E tudo segundo uma bem identificada metodologia que pressupõe o trato responsável com os mais avançados aportes do senso comum teórico quanto à Teoria da Função,  Teoria dos Sistemas, Teoria das Fontes,  Teoria da Interpretação, Teoria dos Princípios, e sem desprezo aos contributos, para a hermenêutica jurídica, da Teoria da Linguagem. Quis o Programa, pois, ao optar pela agregação do signo "Cidadania", após a menção ao continente temático do Direito Empresarial, comunicar, na medida exata, a noção de que o Programa, embora não pretenda se notabilizar pela produção de conhecimentos na área dos Direitos Fundamentais, não prescinde ou renuncia à recepção das respectivas categorias em seu objeto essencial de estudo (Direito da Empresa).

A proposição da área de concentração, de outra parte, resulta de um profundo e já comentado processo de reconhecimento das possibilidades do grande grupo institucional de pesquisadores em atividade desde 2001, bem como afirma, como pilares fundamentais do programa:

1 - a necessidade de a IES contrabalançar um passado de ensino profissionalizante com o desenvolvimento de pesquisa de vanguarda, mediante incursões, responsáveis, no campo da crítica do patrimônio dogmático que, tão proficientemente, marcou seu ensino de graduação;

2 - a oportunidade de desenvolver, às últimas conseqüências, uma matriz científico-doutrinária firmemente assentada sobre a quadratura constitucional de 1988, cuja leitura, amadurecida em 15 anos de intenso trabalho interpretativo, orienta a pesquisa de vanguarda da coletividade acadêmica brasileira, na área do Direito;

3 - o ensejo de, multi e interdisciplinarmente e com superação das tradicionais dicotomias público/privado, iniciativa privada/campo estatal etc., explorar uma metodologia inovadora de co-implicação entre, de um lado, as categorias que presidem os regimes legais das atividades produtivas e, de outro, as que possibilitam a preservação e a tutela dos direitos fundamentais da multifacetada coletividade nacional, sem olvidar o impacto da inserção de tais relações produtivas no concerto internacional.