A professora Gláucia Salles Ferro, do Curso de Design Gráfico do UNICURITIBA, realizou recentemente, em conjunto com a empresa Badu Design, o evento Badu Transforma. A atividade, que ocorreu entre os dias 22 e 24 de junho, faz parte de um movimento de capacitação de mulheres para atuação no mercado do design. Dentro da proposta, elas recebem capacitação para transformar sobras de tecido em artigos de papelaria diferenciados.

Gláucia explica que a capacitação em empreendedorismo, design e criatividade ocorre de diversas formas. Uma delas é a imersão nesses temas a partir de um briefing criativo. “Nós já aplicamos a capacitação para 200 empreendedoras no interior do Paraná e o resultado foi muito positivo”, conta.

Em Curitiba, o evento foi realizado na Sociedade Morgenau e teve formato de hackaton, com uma imersão de dois dias e meio para a execução das tarefas. Participaram das atividades estudantes de Design, Publicidade, Marketing e Artes Visuais, além de empreendedoras, costureiras, mentores e profissionais convidados.

Os alunos Angelita Pliszka, Kevin Victor Krull, Gabriel Francisco Antunes e Alison Fernandes da Silveira Machado, do Curso de Design Gráfico, representaram o UNICURITIBA no evento. “Foi emocionante criarmos coisas lindas a partir de objetos e materiais que seriam descartados, com foco na inclusão e na composição em Design”, destaca Kevin.

O Badu Transforma contou com o apoio do Instituto Legado, da RedBull Amaphiko, da Aliança Empreendedora, da 440 Produções e da Nexa. “Fico muito feliz por estar unindo minha pesquisa de doutorado com uma causa social por meio do design. Minha tese trata da criação de um modelo de processo de Design Thinking com base em 14 teorias e cujo nome está sendo protegido pela lei de propriedade industrial”, conta a professora.

Entenda a proposta
O Badu Design é um negócio social de impacto que capacita mulheres para customizar artigos de papelaria artesanal em tecido, a partir de resíduos têxteis de indústrias e confecções. Com este trabalho, elas tornam-se empreendedoras autônomas e têm a possibilidade de se afastar da condição de risco social.