De graduação sanduíches a cursos em idiomas estrangeiros, experiências internacionais enriquecem currículo e podem ser diferencial no mercado de trabalho.

Ter uma experiência internacional de estudo é, primeiramente, uma vivência que enriquece tanto o ensino quanto a cultura. Para além disso, se aventurar em cursos de outros países é uma maneira de se destacar em um mercado cada vez mais concorrido – ter um semestre na Universidade de Coimbra ou uma experiência internacional em Florença certamente dá uma autoridade maior para o seu currículo.

A graduação sanduíche é talvez o exemplo mais famoso de internacionalização no estudo oferecido por universidades, mas existem outras alternativas. Quem não tem disponibilidade financeira ou de tempo para passar seis meses ou até um ano em outro país pode optar por opções como missões acadêmicas ou até mesmo cursos em outros idiomas, com professores estrangeiros e oferecidos por instituições de ensino superior.

Graduação sanduíche: opção mais completa de internacionalização do estudo

O nome Graduação Sanduíche não foi criado em vão. “O princípio da graduação sanduíche é justamente ter duas fatias: uma você faz no Brasil, e outra você faz no Exterior. Você junta isso num sanduichão”, brinca Jorge Feldens, professor e Supervisor do Núcleo de Relações Internacionais do Centro Universitário Curitiba, ou Unicuritiba.

Na prática, uma graduação sanduíche é uma modalidade de intercâmbio universitário na qual o estudante pode cursar um ou dois semestres em alguma instituição de ensino parceira no exterior. “Ele vai para alguma das universidades internacionais com que temos convênio, cumpre essas disciplinas no exterior como se estivesse no Brasil e, quando volta para cá, tem essas disciplinas validadas na grade curricular”, resume Jorge.

A lógica da parceria entre universidades funciona em forma de convênios com sistema de contrapartida. Isso significa que, além de estudantes brasileiros do Unicuritiba poderem cursar alguns semestres em alguma instituição estrangeira, como a Universidade de Coimbra, por exemplo – uma das parceiras do Unicuritiba –, estudantes de fora do Brasil podem estudar com professores e mestres brasileiros da universidade da capital paranaense.

E a melhor parte é que tais parcerias preveem que o estudante não tenha nenhum custo extra para cursar a instituição parceira. “Desde que regularmente matriculado na faculdade de origem, o aluno pode seguir pagando a mesma mensalidade, não precisando investir nenhum valor extra para a universidade estrangeira. A não ser, claro, custos como acomodação e transporte”, explica Jorge, que também é supervisor do Núcleo de Pesquisa e Extensão do Unicuritiba.

Editais e bolsas em universidades oferecem acessibilidade à graduação sanduíche

Não são todos que tem condições financeiras para manter o pagamento da universidade e ao mesmo tempo bancar sua vida no exterior. Pensando nisso, universidades tem oferecido bolsas para estudantes, reduzindo significativamente o custo da mensalidade para o estudante conseguir investir no semestre internacional.

No Unicuritiba, por exemplo, são oferecidos dois editais por ano, nos quais os alunos com melhor desempenho acadêmico ganham bolsas de 70% para o período de um semestre no exterior. São cerca de 60 vagas por semestre, contemplando todas as áreas de atuação do centro universitário.

Módulos internacionais são alternativa de curta duração

Para expandir as possibilidades de internacionalização universitária, principalmente para quem não consegue participar de um programa mais longo, as universidades têm apostado nas chamadas missões acadêmicas.

São experiências no exterior com menor duração, geralmente entre uma e duas semanas, que mesclam aulas em instituições de ensino superior internacionais parceiras, sobre um tema já pré-determinado, com visitas técnicas, que podem ser em museus e centros de pesquisa, por exemplo.

Jorge explica que a ideia é sempre procurar investir em missões acadêmicas com temas atuais. Ele exemplifica com uma missão para Porto realizada pelos estudantes de Relações Internacionais do Unicuritiba em 2019, na qual os estudantes fizeram aulas sobre a área de Direitos e Imigrações na Universidade Lusíada, assunto em alta na Europa por conta das imigrações ilegais no Mediterrâneo dos últimos anos.

“Outro exemplo foi uma viagem para Oklahoma, nos Estados Unidos, quando os estudantes de direito puderam ter um curso na Northeastern State University sobre como funciona a Common Law, sistema judiciário em vigor no país”, lembra o professor do Unicuritiba, que é mestre em Linguística Aplicada.

Nanodegrees internacionais e a Internacionalização at home da Ânima Educação

A boa notícia para quem não tem condições financeiras ou disponibilidade de tempo para viajar, é que existem também meios de passar por uma experiência internacional sem sair do país. É a chamada Internacionalization At Home, termo inglês que engloba atividades e cursos com o objetivo de aproximar o estudante da cultura e idioma de outros países, além, é claro, de oferecer capacitações com professores do exterior.

“É uma forma de democratizar a internacionalização do estudo”, avalia Jorge Feldens. No Unicuritiba e em toda a Ânima Educação, grupo de instituições de ensino superior do qual o Centro Universitário de Curitiba faz parte, isso é oferecido por meio das chamadas Nanodegrees Internacionais: cursos lecionados em inglês e espanhol com temas que vão desde assuntos de relevância interacionais, até habilidades específicas profissionais.

Exemplos de cursos oferecidos no segundo semestre de 2020 pela Ânima incluem a Nanodegree Internacional Covid-19: Global Economic Impacts, lecionada em inglês, no qual foram debatidas as implicações políticas, sociais e econômicas da pandemia da Covid-19 e qual será o “novo normal”; e a Nanodegree Internacional: Social Media para Desarollo Profesional I, com a professora Thais da Cruz dos Santos Venga, com foco na capacitação para entender/trabalhar com o uso das redes sociais.