Facilitar o dia a dia e a comunicação de imigrantes e refugiados recém-chegados no Brasil, oferecer noções gerais de língua portuguesa para possibilitar o primeiro contato com autoridades migratórias, facilitar a busca por empregos, o acesso a postos de saúde, a retomada dos estudos e outras atividades rotineiras.

Foi com esses objetivos que o UNICURITIBA – instituição que faz parte da Ânima Educação, uma das maiores organizações privadas de ensino superior do país – lançou o curso de português para estrangeiros que buscam no Brasil uma nova oportunidade de vida.

A iniciativa é do Laboratório de Relações Internacionais (Labri). A primeira turma conta com 120 inscritos, que desde o dia 30 de setembro têm aulas semanais com conteúdo da apostila “Pode Entrar”, do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados.

A ideia partiu da estudante do curso de Relações Internacionais refugiada da Síria, Yara Mohamed Hamandosh, e surpreendeu pelo número de inscritos já na primeira edição. De acordo com a professora e coordenadora do projeto, Michele Hastreiter, a procura ficou acima do esperado.

“Não imaginávamos ter tantos inscritos logo na estreia do projeto, o que foi uma feliz surpresa. Tivemos 120 inscritos e não fizemos seleção. Todos estão aptos a participar. No primeiro dia, 45 marcaram presença na nossa sala virtual e como o número deve aumentar, vamos dividir as turmas em grupos menores para tornar as aulas mais produtivas. Serão 12 encontros até a conclusão da apostila e se o interesse se mantiver, já temos planos de abrir novas turmas em 2021”, conta.

De vários lugares do mundo

O projeto envolve 34 estudantes do curso de Relações Internacionais de diferentes turmas que participam nas aulas ou em tarefas administrativas. Os encontros com os imigrantes e refugiados são online e ocorrem todas as quartas-feiras, das 19h às 20h30. A maioria dos inscritos é da Venezuela, mas há participantes paraguaios, haitianos, egípcios, líbios, sírios e libaneses.

Conhecendo de perto as dificuldades e os desafios de recomeçar em um novo país, Yara conta que sempre sonhou com a possibilidade de apoiar outros imigrantes. “As duas coisas mais difíceis de ser refugiado são a documentação e o idioma, mas, neste projeto, em colaboração uns com os outros, facilitamos muito o processo. Primeiro, fizemos uma cartilha sobre os direitos de refugiados e imigrantes e, agora, estamos dando aulas de português, ajudando com informações para garantir a proteção básica dessa comunidade”, conta.

O que para a estudante é sua “melhor oportunidade de vida, já que pode fazer a diferença para tantas pessoas”, é também um dos pontos altos do projeto na visão da coordenadora do curso de Relações Internacionais do UNICURITIBA, Patrícia Tendolini Oliveira.

“Este é um projeto de extensão que permite não apenas aproximar os estudantes dos imigrantes e refugiados, fazendo com que conheçam melhor a realidade e as dificuldades destas pessoas, mas também uma iniciativa de forte impacto e relevância social, que aproxima a instituição da comunidade”, avalia a coordenadora.

A estudante Fernanda Julian conta que a proposta inicial era fazer o atendimento presencial, mas a ideia foi muito bem adaptada às condições atuais da pandemia e isolamento social. “É incrível fazer parte deste projeto. Nos preparamos durante duas semanas para a aula inaugural e foi ótimo. Conseguimos focar em algumas pronúncias e novas palavras, além de ensiná-los a se apresentar. Todos foram muito participativos e entusiasmados. É uma honra fazer parte deste projeto fantástico e socialmente tão relevante.”

Sobre a Ânima Educação

Com o propósito de 'Transformar o Brasil pela Educação', a Ânima é uma das principais organizações educacionais particulares de ensino superior do País e conta com aproximadamente 145 mil alunos em nove instituições: Universidade São Judas Tadeu (SP), Una (MG e GO), UniBH (MG), Faseh (MG), UniSociesc (SC), AGES (BA e SE), UniFG (BA), UNICURITIBA (PR), além de atuar na Unisul (SC) em parceria de cogestão. Também fazem parte do Ecossistema Ânima a Escola Brasileira de Direito (EBRADI), a HSM, a HSM University, a SingularityUBrazil, a Inspirali, e a escola internacional de gastronomia Le Cordon Bleu, em São Paulo, além do Instituto Ânima.

A Ânima foi eleita nos últimos cinco anos uma das 100 Melhores Empresas para Trabalhar. Além disso, foi destaque, em 2020, como uma das 5 Empresas mais Inovadoras do País, na categoria Serviço, de acordo com o Anuário de Inovação do Valor Econômico, e conquistou em 2019 o prêmio Mulheres na Liderança, na categoria Educação, iniciativa da ONG Women in Leadership in Latin America (WILL). Ainda em 2019, a companhia foi destaque no Anuário Época NEGÓCIOS 360°, como uma das melhores empresas, na área da Educação, do Brasil.